"Dia e Noite", M.C. Escher
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Valéry e os cartões corporativos

Da celeuma dos cartões corporativos, os federais e os paulistas, renasceu a interminável discussão sobre quem é mais ou menos corrupto, se os tucanos ou os petistas, e quais coberturas jornalísticas têm sido e são mais ou menos isentas.

Ante isso, não posso deixar de concordar com Paul Valéry, em frase citada como epígrafe de Claro Enigma de Carlos Drummond de Andrade:

"Les événements m'ennuient".

[Tradução livre: "Os acontecimentos me aborrecem".]

Melhor Valéry do que Valério.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Claro enigma

Uma charada fácil, fácil.

Quem é o autor das tautológicas frases a seguir?

"Contudo, quem duvida que vive, recorda, entende, quer, pensa, conhece e julga? Porque, se duvida, vive; se duvida, lembra-se da dúvida; se duvida, entende; se duvida, é porque busca a certeza; se duvida, pensa; se duvida, sabe que não sabe; se duvida é porque julga que não deve concordar temerariamente. E ainda que duvide de todas as outras coisas, não pode duvidar destas, pois, se não existissem, seria impossível qualquer dúvida."

"De forma alguma temo os argumentos dos acadêmicos quando perguntam: mas, e se te enganas? - Se me engano, existo, pois quem não existe não pode sequer se enganar. Se, pois, existo porque me engano, como me enganarei a respeito da minha existência quando tenho a certeza de existir pelo fato de que me engano?"

Quem acertar ganha um belo jogo de palavras da Tramontina.

Não duvide.