Da celeuma dos cartões corporativos, os federais e os paulistas, renasceu a interminável discussão sobre quem é mais ou menos corrupto, se os tucanos ou os petistas, e quais coberturas jornalísticas têm sido e são mais ou menos isentas.
Ante isso, não posso deixar de concordar com Paul Valéry, em frase citada como epígrafe de Claro Enigma de Carlos Drummond de Andrade:
"Les événements m'ennuient".
[Tradução livre: "Os acontecimentos me aborrecem".]
Melhor Valéry do que Valério.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Do be do be do
"To be is to do." - Camus
"To do is to be." - Sartre
"Do be do be do." - Frank Sinatra
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
No country for old men
No ano em que o filme “No Country for old men” é o grande favorito ao Oscar, o senador John McCain, que fará 72 anos em agosto, será o candidato dos Republicanos à presidência dos Estados Unidos.
Coincidência ou não, é um belo presságio.
"Pobre do país que precisa de heróis", dizia um personagem de Bertolt Brecht.
Memórias de Ex-Pirro, um trocista
Entre ser fascista, leninista, stalinista, anarquista ou trotskista, Ex-Pirro não teve dúvidas.
Optou por ser trocista.
Optou por ser trocista.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Romney is out
Na "Super-terça", 5 de fevereiro, quando praticamente metade dos delegados foram definidos, a candidatura de John McCain ganhou um forte impulso. Hoje, quinta, o segundo colocado na corrida republicana, Mitt Romney, anunciou que abandona a campanha. Oficialmente, Ron Paul e Mike Huckabee ainda estão na disputa. Na prática, contudo, a vitória de McCain fica consolidada.
A vitória confere ao senador do Arizona alguns meses a mais de campanha, o que pode ser importante para um candidato vindo de um partido em crise.
Do lado democrata, Hillary Clinton ganhou mais delegados; mas Barack Obama ganhou mais estados, e sua candidatura se fortalece a cada dia. A indefinição ainda deve continuar por algum tempo.
Mais do que as eleições anteriores, essa eleição americana parece se tornar uma disputa não simplesmente entre dois candidatos, dois partidos, mas entre duas formas diferentes de ver o futuro. Uma delas já tem rosto.
A vitória confere ao senador do Arizona alguns meses a mais de campanha, o que pode ser importante para um candidato vindo de um partido em crise.
Do lado democrata, Hillary Clinton ganhou mais delegados; mas Barack Obama ganhou mais estados, e sua candidatura se fortalece a cada dia. A indefinição ainda deve continuar por algum tempo.
Mais do que as eleições anteriores, essa eleição americana parece se tornar uma disputa não simplesmente entre dois candidatos, dois partidos, mas entre duas formas diferentes de ver o futuro. Uma delas já tem rosto.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Herói Americano
(Supostamente, o blog deveria publicar sua posição sobre a corrida presidencial americana. Mas nossas opiniões divergem... hehehehehe Nesse momento, declaro meu apoio inútil)
Arnold Schwarzenegger e Rudy Giuliani se referiram assim a John McCain essa semana, quando ratificaram o apoio à candidatura do senador.
McCain foi prisioneiro de guerra durante 5 anos no Vietnã, 3 deles na solitária. Piloto da Marinha, teve a asa do avião atingida por um míssil durante a sua 23ª missão de bombardeio. Ejetado do avião, caiu num lago, quebrou um braço e uma perna e foi feito prisioneiro por vietnamitas. Ser capturado não torna ninguém herói; mas McCain recusou durante anos a fio a libertação em prol dos prisioneiros que estavam lá há mais tempo. (Interessante é ver que John McCain II, pai do candidato, ordenou, enquanto Almirante da Marinha no Vietnã, bombardeios no perímetro em que o filho era mantido refém).
Ser herói de guerra, contudo, não qualifica ninguém à presidência da república. Mas a carreira política de McCain o qualifica. Começou em 1982, com na Câmara e, depois, no Senado. Sua trajetória parlamentar é marcada pela defesa do dinheiro dos contribuintes, confrontando empreiteiras e parlamentares, aprofundando-se até a questão do financiamento de campanhas (um parlamentar com atuação semelhante seria bem-vindo no Brasil) e pela coerência. Mantém-se na defesa da presença de tropas no Iraque, por mais votos que possa perder, embora critique a forma como a guerra foi conduzida. Defende redução de impostos e de restrições ao financiamento de pesquisas com células-tronco. Apoiou o aumento da cobertura do sistema de saúde a idosos e crianças, a legalização de imigrantes (se falarem inglês e pagarem impostos) e os limites aos gases estufa.
Dizem que Obama lembra de certa forma o presidente Kennedy. McCain tem um ar de Churchill. O mesmo humor ácido e, por vezes, auto-depreciativo do inglês. Controvérsias no passado (McCain colecionou deméritos na Marinha; Churchill colecionou desastres militares na Primeira Guerra). Sobrevivência nas dificuldades (McCain sobreviveu a duas quedas de avião, uma explosão num porta-aviões, tortura, câncer e um divórcio; Churchill também viu a morte passar perto várias vezes).
E a certeza de não desistir quando o país precisar.
Arnold Schwarzenegger e Rudy Giuliani se referiram assim a John McCain essa semana, quando ratificaram o apoio à candidatura do senador.
McCain foi prisioneiro de guerra durante 5 anos no Vietnã, 3 deles na solitária. Piloto da Marinha, teve a asa do avião atingida por um míssil durante a sua 23ª missão de bombardeio. Ejetado do avião, caiu num lago, quebrou um braço e uma perna e foi feito prisioneiro por vietnamitas. Ser capturado não torna ninguém herói; mas McCain recusou durante anos a fio a libertação em prol dos prisioneiros que estavam lá há mais tempo. (Interessante é ver que John McCain II, pai do candidato, ordenou, enquanto Almirante da Marinha no Vietnã, bombardeios no perímetro em que o filho era mantido refém).
Ser herói de guerra, contudo, não qualifica ninguém à presidência da república. Mas a carreira política de McCain o qualifica. Começou em 1982, com na Câmara e, depois, no Senado. Sua trajetória parlamentar é marcada pela defesa do dinheiro dos contribuintes, confrontando empreiteiras e parlamentares, aprofundando-se até a questão do financiamento de campanhas (um parlamentar com atuação semelhante seria bem-vindo no Brasil) e pela coerência. Mantém-se na defesa da presença de tropas no Iraque, por mais votos que possa perder, embora critique a forma como a guerra foi conduzida. Defende redução de impostos e de restrições ao financiamento de pesquisas com células-tronco. Apoiou o aumento da cobertura do sistema de saúde a idosos e crianças, a legalização de imigrantes (se falarem inglês e pagarem impostos) e os limites aos gases estufa.
Dizem que Obama lembra de certa forma o presidente Kennedy. McCain tem um ar de Churchill. O mesmo humor ácido e, por vezes, auto-depreciativo do inglês. Controvérsias no passado (McCain colecionou deméritos na Marinha; Churchill colecionou desastres militares na Primeira Guerra). Sobrevivência nas dificuldades (McCain sobreviveu a duas quedas de avião, uma explosão num porta-aviões, tortura, câncer e um divórcio; Churchill também viu a morte passar perto várias vezes).
E a certeza de não desistir quando o país precisar.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Nobel da paz para o Big Stick
"Speak softly and carry a big stick; you will go far".
Essa frase poderia ter sido sussurrada por Don Vito Corleone, mas quem de fato gostava de dizê-la, segundo o site da Casa Branca, era Theodor Roosevelt, que presidiu os Estados Unidos no início do século XX e é até hoje avaliado pelos americanos, em pesquisas de opinião, como um de seus melhores presidentes.
O curioso é que o autor da frase ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1906.
"Si vis pacem, para bellum" - se queres a paz, prepara-te para a guerra, diziam os romanos.
A propósito: a música tema de "O Poderoso Chefão" chama-se "Speak Softly, Love".
Essa frase poderia ter sido sussurrada por Don Vito Corleone, mas quem de fato gostava de dizê-la, segundo o site da Casa Branca, era Theodor Roosevelt, que presidiu os Estados Unidos no início do século XX e é até hoje avaliado pelos americanos, em pesquisas de opinião, como um de seus melhores presidentes.
O curioso é que o autor da frase ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1906.
"Si vis pacem, para bellum" - se queres a paz, prepara-te para a guerra, diziam os romanos.
A propósito: a música tema de "O Poderoso Chefão" chama-se "Speak Softly, Love".
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